Micro e pequenas empresas apontam para mais investimentos em 2017, diz pesquisa

Existe uma expectativa de mais investimentos no final do ano como já era esperado, mas uma pesquisa apontou que essa expectativa corresponde. A pesquisa realizada pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito – em parceria com a CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, apontou que os micro e pequenos empresários estão otimistas e já passaram a investir mais com foco na grande oportunidade de negócios até o final do ano.

No período entre setembro de 2016 e setembro de 2017, a pretensão de investimento do empresário brasileiro teve uma alta na perspectiva e otimismo, saltando de 19% para 27%. Esse resultado supera a média acumulada em 2015, quando o número fechou o ano em 24%.

Segundo Honório Pinheiro, presidente da CNDL, essas são perspectivas ainda tímidas, mas que já apontam para uma retomada gradual no desenvolvimento econômico do país. “A partir do momento em que observarmos quedas reais dos juros e um ambiente econômico mais estável, haverá certamente um estímulo maior ao investimento. Infelizmente, o ritmo de melhora da confiança ainda é muito sutil, mas esse é mais um dos sinais que mostram que os setores do comércio e serviços vislumbram um fim de ano com vendas melhores e movimento mais aquecido.”

Com relação aos créditos oferecidos para as micro e pequenas empresas, os indicadores de Demanda por Crédito oferecidos e contratados, não demonstraram alta no mês de setembro deste ano. Somente 7% dos empresários relacionados com o comércio e serviços planejam realizar empréstimos para mais investimentos em 2017. De um modo geral, as perspectivas de empréstimos junto aos bancos agregam a consolidação dos dados da pesquisa, levando em conta que esses empréstimos fomentam o aquecimento a curto, médio e longo prazo após a realização desses investimentos.

“Com planejamento, o crédito pode ser uma via de crescimento para os micro e pequenos empresários que têm planos de investir. Políticas que reduzam o custo do crédito e retirem os entraves para contratação, sem aumentar o risco dos bancos do outro lado, podem abrir oportunidade de expansão dos micro e pequenos empresários brasileiros”, explicou Pinheiro.