Reajuste de 8,9% no gás de cozinha entrou em vigor em dezembro de 2017

Um novo reajuste no preço do botijão de gás GLP – Gás Liquefeito de Petróleo – de 8,9%, foi divulgado pela Petrobras e vigorado no dia 5 de dezembro de 2017. O reajuste será repassado às distribuidoras e logo ao consumidor final, pois é um reajuste destinado aos botijões de 13 quilos (gás de cozinha). A explicação para mais esse reajuste é a mesma de sempre, o governo se baseia nas cotações de preços regidos pelo mercado externo.

De acordo com a Petrobras, os valores cotados do gás de cozinha acompanha o crescimento do Brente (petróleo cru), indicando de onde veio esse óleo e em qual mercado este óleo está sendo negociado. Esse valor reajustado não leva em conta a incidência de tributos. A média de preço que será cobrado a mais dos consumidor final é de R$ 2,53, equivalente a 4% a mais.

Será considerada essas expectativas caso sejam consideradas as margens de alíquotas referente a tributos e a distribuição feita pelas revendedoras. Segundo a estatal, 37% deste reajuste será destinado a própria empresa, 47% serão destinados a distribuição e a revenda e o restante deste percentual é para o encargos de tributos como: Cofins, ICMS e PIS/Pasep.

Observando o histórico dos últimos reajustes para o gás de 13 kg, podemos ver que os preços foram constantemente reajustados pela estatal nos últimos meses deste ano. No dia 5 de novembro houve um reajuste de 4,5%, sendo que antes disso, houve um reajuste no dia 11 de outubro de 12,9%, sem considerar os reajustes para o gás GLP industrial (botijão com mais de 13 kg).

Após o reajuste do último dia 5 de dezembro anunciado pela Petrobras, o Sindigás – Sindicato das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo, afirmou que o preço do botijão de 13 kg está 1,3% abaixo do preço das cotações internacionais de paridade do preço do produto.

A verdade é que com a inflação controlada não existe motivos para essa onda de reajustes incessantes que vão na contramão de uma verdadeira retomada econômica. Antigamente, os vários reajustes no preço do feijão e de outros alimentos eram motivados pela inflação em alta, assim era divulgado. Hoje em dia, após as novas políticas de reajustes adotadas pelo governo, o preço dos combustíveis são reajustados constantemente. Mas a verdade é que os rombos deixado pela péssima administração governamental estão sendo cobrados da população a cada reajuste anunciado.

 

Ministro afirma em evento que devem existir mudanças nas novas leis trabalhistas

O Rio Grande do Sul está passando por uma sequência de eventos voltado para a modernização do Sul do país. Nesta sequência de eventos esteve presente Ronaldo Nogueira, ministro do Trabalho, que destacou muitos pontos importantes relacionados com as novas leis do trabalho vigentes em novembro de 2017, a exploração do trabalho infantil e a aplicação de trabalho com dignidade para todos no país.

No dia 17 de novembro deste ano, Nogueira esteve presente na Festa da Erva-Mate em Ilópolis. Neste evento realizado nos dias 17,18 e 19 de novembro, o ministro destacou a importância de mudanças nas atuais leis trabalhistas, enfatizando que serão mantidos todos os direitos dos trabalhadores.

“Com o tempo, o trabalhador perceberá que nenhum direito lhe foi retirado. Férias, 13° salário, FGTS, todos esses direitos estão assegurados. Nosso país está se modernizando e se adequando a uma nova realidade e, com as novas leis trabalhistas, caminharemos com firmeza para a geração de empregos na retomada de crescimento da nossa nação”, afirmou o ministro.

O ministro participou de uma palestra na URI – Universidade Regional Integrada – em Frederico Westphalen. A responsabilidade deste evento foi da Associação Comercial, Industrial e de Prestação de Serviços, junto com a Administração Municipal, o Cresci-RS e a URI, junto com a comunidade acadêmica e lideranças políticas.

No sábado dia 18 de novembro, o ministro realizou uma palestra na cidade de Santa Rosa, um evento que ajudou a reunir lideranças regionais e locais. O objetivo destes eventos é mostrar que existe preocupação com a qualidade de vida dos trabalhadores e com a conservação dos direitos dos trabalhadores com respaldos diante da lei.

“Tenho imensa satisfação em estar aqui, parabenizando essa iniciativa de cooperação. A promoção do trabalho decente é de fundamental importância não só na cadeia do algodão, mas em todas as atividades laborais. Esse compartilhamento de experiências entre países signatários é imprescindível para que possamos trabalhar de forma articulada na erradicação do trabalho infantil e do trabalho escravo e em ações de segurança e saúde do trabalhador.”, afirmou o ministro durante a sequência de eventos.

 

Brasil registra o maior índice de desemprego entre os jovens nos últimos 27 anos

Segundo os novos dados apresentados pela OIT – Organização Internacional do Trabalho, o desemprego entre os jovens brasileiros atingiu seu maior nível nos últimos 27 anos. Chegando ao fim do ano de 2017, a organização já prevê que o ano encerrará com 30% dos jovens brasileiros sem emprego. Em uma comparação, o índice de desemprego entre os jovens no Brasil já é mais de duas vezes que a média internacional.

O índice que mede o desemprego entre os jovens em todo o mundo é de aproximadamente 13,1%. A OIT informou que o índice brasileiro só se iguala aos dados coletados nos países árabes, região onde o desemprego já desencadeou uma grande crise política e social desde o ano de 2011.

A OIT, que avalia mais de 190 economias no mundo todo, revelou que atualmente, 36 dessas economias estão em uma situação ainda pior que o Brasil, em relação ao desemprego entre os jovens. Um exemplo disso é a Síria, que registrou uma taxa de desemprego de 30,6% entre os jovens do país. No Haiti, o índice é ainda maior, chega a ser de 34%.

Segundo alguns especialistas, alguns fatores como o aumento da informalidade profissional, desaceleramento do crescimento econômico do país e incertezas em relação aos investimento, contribuíram para que o desemprego entre os jovens aumentasse no Brasil. A diretora Azita Awad de Política de Desenvolvimento e Emprego que corresponde a OIT, revelou sobre os novos dados: “Houve uma enorme desaceleração de alguns países, entre eles o Brasil”.

Em uma comparação, a taxa de desemprego entre os jovens brasileiros registrada no ano de 1991 era de apenas 14,3%. Alguns anos depois, em 1995, o índice registrado foi de 11,4%. Contudo, o ano de 2003 teve um pico de aumento no índice de desemprego entre os jovens, onde foi registrado uma taxa de 26,2%. Já nos anos de 2004 e 2014, a taxa teve uma redução atingindo um total de 16,1%. Mas com a crise econômica, a taxa subiu para 27,1%. A organização ainda estima que este ano, a taxa termine em 29,9%.

 

Índice Fipe Buscapé revela a 11ª queda consecutiva de preços no e-commerce

Os preços do comércio eletrônico (também chamado de e-commerce) do país registrou a 11ª queda consecutiva no mês de outubro deste ano. O Índice Fipe Buscapé, um índice criado pelo site de pesquisas de preços de produtos do comércio eletrônico Buscapé, revelou que no mês de outubro deste ano os preços em geral recuaram uma média de 4,31% em uma comparação com o mesmo mês de 2016. Já em relação ao mês de setembro deste ano, o mês de outubro apresentou uma queda de 0,44% no preço dos produtos de e-commerce.

Dentre os dez grupos de produtos monitorados pelo índice do Buscapé, seis deles apresentaram redução no mês de outubro em comparação ao mesmo mês do ano passado. Eles são: telefonia, com (-16,13%); fotografia, com (-7,84%); acessórios e moda, com (-5,53%); eletrônicos, com (-0,54%); informática, com (-2,46); e lazer e esporte, com (-0,34%).

Na contramão dessa redução no preço dos produtos do e-commerce, quatro grupo de produtos apresentaram alta no mês de outubro em uma comparação com o mesmo mês de 2016, segundo o índice. Esses grupos são: games e brinquedos, com (5,18%); perfumaria e cosméticos, com (1,24%); eletrodomésticos, com (1,57%) e decoração e casa, com (0,98%).

O site Buscapé informou que essa tendência deflacionária deverá se manter no mês de novembro e dezembro deste ano, e uma das razões está na Black Friday, evento responsável por reduzir o preço de diversos produtos no e-commerce.

O site também informou que a comparação utilizada para o Índice Fipe Buscapé utiliza os preços coletados dos mesmos produtos, que geralmente sofrem desvalorização com o passar do tempo por causa da tecnologia que muda constantemente em função de um novo lançamento ou pela troca de mostruário e coleção. Todos esses dados são coletados e avaliados para que a pesquisa seja exata.

Já a inflação dos preços gerais, que é medida pelo IPCA, índice do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ficou em 2,70% nos últimos 12 meses, considerando o mês de outubro como final para a comparação. Segundo o IBGE, essa é a menor taxa registrada desde o mês de fevereiro de 1999.