IBGE divulga dados oficiais da inflação medida pelo IPCA em dezembro de 2017

No final de 2017, o IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – fechou o ano com uma alta na acumulação de dezembro, encerrando o ano em 2,95%. Esse resultado foi divulgado no dia 10 de janeiro deste ano pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – que divulga o resultado do IPCA todos os meses. O atual resultado demonstra que houve uma queda percentual de 3,94 pontos na comparação do mesmo período em 2016. Esse é considerado o menor nível apresentado pelo indicador desde 1998, quando o indicador buscou uma taxa de 1,65%.

Colocando o mês de dezembro de 2017 em evidência, o resultado apresentado pelo indicador demonstra uma inflação na casa dos 0,44%. Existe uma indicação de alta percentual de 0,16 ponto quando é comparado os meses de dezembro e novembro do ano passado, sendo responsável pela maior variação mensal ocorrida no ano passado. Já com os dados consolidados pelo instituto em relação ao ano passado, o indicador permaneceu abaixo do piso de 3% da meta esperada e determinada pelo Copom – Comitê de Política Monetária.

A expectativa gerada era de que o indicador encerrasse 2017 na casa dos 4,5% e 1,5 ponto percentual como tolerância, permanecendo entre 3% a 6%. O IPCA é composto por nove grupos, sendo eles a Alimentação e Bebidas que mais tiveram peso para que o preço permanecesse contido durante 2017. Houve uma deflação acumulada de 1,87% de acordo com os dois grupos, que corresponde de um modo geral a 25% das despesas de uma família.

Também houve uma redução de 4,85% no preço dos alimentos que possibilitou mais poder de compra desses alimentos em todo o país. As frutas tiveram bastante destaque nesta redução de preços, que demonstraram uma queda de 16,52% no período em destaque. Segundo Fernando Gonçalves, gerente do Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor do IBGE, a redução no preço dos alimentos pode ser vista como uma consequência do ótimo retrospecto da produção agrícola brasileira em 2017.

A produção agrícola do ano passado teve um crescimento de 30% em comparação com 2016. “Essa situação levou o consumidor a pagar mais barato (-1,87%) do que no ano anterior. É a primeira vez que o grupo apresenta deflação desde a implantação do Plano Real”, explica Fernando.