Governo amplifica lei do PIS/Pasep para injetar bilhões na economia e alavancar o crescimento do país em época de crise.

A medida tomada pelo governo de ampliar a lei que libera os saques do PIS/Pasep, para os cotistas de todas as idades que trabalharam entre 1971 e 1988, vai injetar na economia cerca de 39 bilhões de reais, segundo o ministério da fazenda.

A lei foi sancionada nesta quarta, pelo presidente Michel Temer e tem um público potencial de aproximadamente 28,7 milhões de beneficiários. Na cerimônia, que ocorreu no palácio do planalto, o presidente afirmou que o objetivo com essa medida é movimenta a economia brasileira https://googleweblight.com/i?u=https://g1.globo.com/economia/noticia/com-previsao-de-injetar-r-39-bilhoes-na-economia-saques-do-pis-pasep-podem-elevar-pib-em-05-ponto-diz-governo.ghtml&hl=pt-BR .

O governo tenta com essa medida amenizar o caos causado pela greve dos caminhoneiros. O montante injetado na economia é muito maior que as perdas geradas pela greve, segundo o ministério da fazendo, além disso é uma tentativa de melhorar a expectativa de crescimento do PIB nacional.

O PIS/Pasep, segundo o governo, é o fundo com dinheiro depositado pelos empregadores tanto do setor privado, quanto do setor público, para os empregados, que trabalharam entre 1971 e 1988. Em 1988 com a promulgação da constituição Federal, o destino dessa contribuição foi alterado e então os recursos passaram a ser depositado no FAT (Fundo de amparo ao trabalhador).

A mudança da lei é uma novidade bem vista tanto pela população comum, quanto por especialistas. Durante muito tempo os saques do fundo só podiam ser feitos em situações muito específicas (invalidez, aposentadoria, idade mínima de 70 anos, óbito do cotista e algumas doenças específicas) . Porém recentemente essas regras passaram a ser mais flexíveis.

O prazo para saques do benefício seguem um calendário, programado pelo governo, e começam nesta segunda. Os beneficiários com idades entre 57 e 59 anos serão os primeiros, em outro momento ainda este ano o benefício será liberado para os beneficiários de todas as idades. Os saques poderão ser feitos na caixa econômica (no caso dos funcionários privados) e no banco do Brasil (no caso de funcionários públicos). Os beneficiários que forem correntistas desses bancos receberão diretamente na conta, enquanto aqueles oque não forem terão que dar entrada em um dos bancos.

Safra de grãos é revisada para menos referente a safra 2017/2018

A produtividade de grãos da safra referente a 2017/2018 tem a perspectiva de atingir 227,9 milhões de toneladas produzidas, o que representa um recuo de 4,1% nas perspectivas traçadas com base na projeção passada, que era de 237,7 milhões de toneladas produzidas. Em relação a área de cultivo, houve um crescimento nestas projeções, elevando em 1% essa área total de produção, equivalentes a um número maior que os 61 milhões de hectares previstos para a produção até o final da safra.

De acordo com o secretário de Política Agrícola do Mapa– Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento -, Neri Geller, o país está otimista diante das projeções.

“O clima é muito favorável, as expectativas estão melhores. Esse é o 4º levantamento, e a cada pesquisa, registra-se crescimento. Estamos na expectativa dessa tendência prosseguir nos próximos levantamentos. E aí estão os resultados, a queda na inflação, muito em função da produtividade que acontece no campo – feijão, arroz, a cesta básica caindo de preço em função da expectativa da próxima safra”, explica o secretário.

Devido a um maior plantio de culturas consideradas principais estarem já concluídas, a produção de soja e de milho acaba atraindo mais os produtores em 2018, que respondem por 90% dos grãos produzidos em todo o país. Em relação a Soja, a previsão será de 3,2% a menos na produção em relação a projeção antigas, o equivalente a 110,4 milhões de toneladas em comparação com 114,1 milhões de toneladas projetadas.

Em relação ao milho, o esperado é de 5,6% a menos em comparação com a produção anterior. Para 2018, a produção de milho poderá atingir 92,3 milhões de toneladas produzidas em relação ao volume de 97,8 milhões de toneladas produzidas no período anterior. O secretário enfatizou que os estoques de milho encontram-se elevados em 2018, e a venda em balcões é uma estratégia para controlar a inflação este ano.

“No 2º semestre do ano passado, o governo teve que fazer a subvenção da garantia de preço mínimo com R$ 800 milhões porque a colheita foi muito assentada na segunda safra. A produção seguirá alavancando a economia do Brasil, ajudando a controlar, e muito, a inflação diante das vendas realizadas em balcões”.