Saneamento Básico: As Concessões e o Futuro do Brasil

Que o Brasil tem um problema crônico em relação ao tratamento de esgoto já sabemos. Diariamente são jogadas mais de 5 milhões de toneladas de esgoto não tratado em rios, mananciais e etc.

 

Com a precariedade no tratamento desses esgotos e a carência de água potável em várias regiões do nosso país, é de se esperar um caos.

 

Com a falta de investimento nas cidades em concessões e outras parcerias com o governo, apontado no estudo de Felipe Montoro Jens, sabe-se que apenas 43% do esgoto despejado nas zonas urbanas tem coleta e tratamento adequados. Em um país enorme como o Brasil, é um índice muito baixo considerando a densidade demográfica.

 

Felipe Montoro Jens, que é especialista em Projetos de Infraestrutura, afirma que em 2017 o governo havia anunciado a realização de parceria junto ao BNDES (Banco de Desenvolvimento Econômico e Social), com o intuito de criar essas concessões. O Instituto Trata Brasil, informou ao Felipe Montoro Jens que as melhorias na prestação de serviços, aumento na quantidade de empresas privadas voltadas para esse setor, focando em logística, mapeando áreas mais críticas e principalmente resgatando recursos hídricos que já comprometem parte da população da região sudeste e centro-oeste.

 

Ainda segundo Felipe Montoro Jens, em junho deste ano, não se via projetos de concessões ou parceria público-privada em cidades com mais de 200 mil habitantes. Contudo, é de se esperar que os investimentos aconteçam e as grandes capitais, onde os problemas são maiores ainda, terão suas parcerias e concessões pois a população “grita”. E uma cidade Modelo não pode crescer sem as devidas melhorias.

 

Existe espaço para essas parcerias em diversos setores, principalmente na mobilidade urbana, resíduos sólidos, sustentabilidade e reeducação ambiental, afirma Felipe Montoro Jens. Quando os municípios abrirem espaço para essas respectivas parcerias, a natureza e a população voltarão a se equilibrar.