EUA planeja aumentar o controle marítimo sobre a Coreia do Norte

Os Estados Unidos e outras 19 nações aliadas entraram recentemente em acordo na decisão de reforçar a “interdição marítima” imposta contra a Coreia do Norte, a qual tem o intuito de evitar os norte-coreanos se livrem das sanções que foram impostas devido ao desenvolvimento do programa nuclear do país.

Depois da reunião desse grupo de países na cidade de Vancouver, no Canadá, Rex Tillerson, o secretário de Estado dos Estados Unidos, ressaltou que essa medida não tem a intenção de interferir no transporte marítimo considerado legítimo, mas que serão adotadas novas medidas para fiscalizar a transferência de mercadorias feitas entre embarcações em alto mar.

Com isso, os Estados Unidos e os seus aliados tentam fortalecer as sanções aplicadas contra a Coreia do Norte, ainda que sem a colaboração importantíssima da China.

Publicamente, Rex Tillerson solicitou à China e à Rússia, que também não estava presente nessa reunião, que adotem essas sanções estabelecidas pela ONU contra a Coreia do Norte sem restrições.

De acordo com o secretário de Estado norte-americano, é preciso aumentar o custo do comportamento do atual regime da Coreia do Norte até que o país aceite participar de uma mesa de negociações autêntica, com o objetivo real de eliminar definitivamente e de modo irreversível o seu programa de armas nucleares.

Em contrapartida a essa reunião realizada em Vancouver, o mundo assistiu a um pequeno alívio nas tensões entre as duas Coreias, tendo em vista que os dois países se reuniram pela primeira vez após alguns anos depois que a  Coreia do Norte aceitou mandar alguns de seus atletas para participarem dos Jogos Olímpicos de Inverno na Coreia do Sul.

Contudo, ao contrário do que é desejado pelos Estados Unidos, a Rússia e a China já demonstraram acreditar que a imposição dessas novas sanções à Coreia do Norte não deveria ser feita nesse momento.

Segundo as notícias, o presidente da China, Xi Jinping, chegou a ligar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e defender essa posição, destacando que a atual situação na península coreana apresentou uma “evolução positiva”, como é possível constatar através desse diálogo recente entre os dois países, avanço este que poderia ser prejudicado com a aplicação de novas sanções.