O que é o sonambulismo?

Existem inúmeras notícias sobre o tema, mas o Sonambulismo nada mais é do que um distúrbio que tende a aparecer durante o sono mais profundo. Este transtorno se caracteriza pela realização de atividades sem consciência plena, uma vê que a pessoa está adormecida e as funções cerebrais não estão totalmente ativas, por isso a pessoa permanece entre o sono e a vigília.

Por estarem neste estado, às pessoas tendem a não lembrarem ou terem uma vaga lembrança do que aconteceu durante a noite, como uma amnésia parcial.

De uma maneira geral, os episódios costumam ocorrer de duas a três horas depois de a pessoa adormecer e costumam durar de segundos a minutos. O episódio de sonambulismo termina quando a pessoa retorna para a cama para dormir ou acorda. A situação costuma ser recorrente na infância, dos 12 aos 13 anos, mas também pode acontecer em idosos e adultos.

Antigamente acreditava-se que os sonâmbulos não podiam ser acordados durante uma crise ou que se levassem um susto seriam curados. Nenhum dos dois fatos é verdade, os sonâmbulos podem ser acordados, mas é fato que eles despertarão confusos e sem entender o que está acontecendo. Assustá-los não trará benefícios para controlar a crise, por isso, o melhor é levá-los com calma para a cama.

O principal sintoma do distúrbio é andar dormindo, de olhos abertos e com uma expressão vazia. Nas crises a pessoa levanta e começa a realizar situações motoras do cotidiano que não necessitam da interferência do cérebro, como mudar de roupa, falar sem nexo, andar pela casa, cozinhar, etc. Como a pessoa esta semi consciente, é possível que a pessoa se machuque, caindo ou ferindo –se com instrumentos como a faca.

Casos em que o sonâmbulo sai de casa, dirige, ou caminha para fora de casa não são comuns. Porém, ao acordar a pessoa tende a acordar aturdida e até mesmo apresentar certo nível de agressividade, pois a situação acontece nas fases mais profundas do sono.

Não se sabe a causa exata do sonambulismo, o que se tem conhecimento é que ele se manifesta com maior intensidade nos homens e fatores genéticos tem grande influência. Nas crianças, a situação tende a desparecer com o passar dos anos e nos adultos os episódios se repetem e tem como causa o estresse físico e mental.

Outros possíveis fatores são: a privação do sono, depressão, ansiedade, problemas respiratórios, febre, álcool e medicamentos que interferem no sono e bexiga, além de ruídos.

O diagnóstico leva em conta o relato do pacientes e de parentes próximos, porém, são feitos exames como a polissonografia, exame que registra as ações do organismo durante o sono, além dos eletroencefalogramas.

A doença tende a desaparecer de maneira voluntária nas crianças, por isso, o tratamento só se faz presente quando as crises são frequentes e oferecem risco ao paciente. Neste caso medicamentos como o benzodiazepínicos e antidepressivos podem ser utilizados. Técnicas de relaxamento e psicoterapia também são úteis.

É necessário ressaltar que para obter informações especificas e detalhadas sobre seu caso, é necessário consultar um médico, realizar os exames e seguir a prescrição médica.