Bancos estrangeiros poderão socorrer estados brasileiros em crise financeira

Qualquer estado brasileiro que esteja passando por uma crise financeira e deseja fazer um empréstimo pode recorrer aos bancos do exterior. As notícias sobre essa decisão foram divulgadas em março de 2019 de acordo com a determinação da União. Segundo a decisão, será a União que decidirá quais os estados poderão recorrer aos bancos internacionais em momentos de crise.

Estados em situação de crise financeira, como o Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros nesta mesma situação, poderão buscar ajuda em instituições financeiras internacionais já no primeiro trimestre deste ano. Os bancos como JPMorgan, Citibank, BNP Paribas, BofA e Santander já se posicionaram a favor desta decisão e demonstraram interesse em realizar empréstimos para os estados brasileiros com o aval da União. Neste caso, os empréstimos realizados terão a União como fiadora, como acontece na maioria dos empréstimos.

O motivo para esta decisão tomada pela União é porque o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico), os bancos estatais, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil não irão mais emprestar dinheiro para as unidades federativas que encontram-se em uma posição de calamidade financeira.

Essas instituições financeiras estão proibidas de fazer empréstimos para os estados, principalmente se for para o pagamento de salários de funcionários públicos. Eles deverão se ajustar e o Governo Federal deverá ficar de fora de qualquer empréstimo recorrente. É de responsabilidade dos estados em situação financeira calamitosa colocar as contas em dia.

Segundo Mansueto Almeida, atual secretário do Tesouro, essa medida permitirá que aproximadamente R$ 10 bilhões vindo dos bancos estrangeiros possam amenizar a crise vivenciada por esses estados. Ao todo, são sete estados brasileiros que estão em situação de crise financeira e com a economia defasada. Esses estados necessitam equilibrar as contas públicas e recorrer ao bancos brasileiros caso necessitem.

A União também determinou que os bancos estrangeiros poderão comprar direitos de recebimento de royalties do petróleo e títulos da dívida pública ativa, pois os governadores dos sete estados brasileiros em crise já deixaram claro que os R$ 10 bilhões não serão suficientes para cobrir as necessidades financeiras.