Donata Meirelles informa sobre empreendedores que têm visto o cosplay como negócio

O cosplay, prática bastante difundida entre o público jovem, consiste no ato de se fantasiar de personagens variados, tais como aqueles vistos em filmes famosos, games e até em mangás. Segundo explica Donata Meirelles, empreendedora do meio fashion, a prática em questão não se limita ao emprego das fantasias. Os praticantes são também conhecidos em virtude da dramatização que empregam, de modo que passam a agir como se estivessem dentro de uma dessas histórias. Quem comemora são os empresários que se encarregam de produzir, alugar ou comercializar os itens que são utilizados pelos adeptos do cosplay, salienta a empresária.

Os próprios cosplayers também se veem em uma fase positiva no país, uma vez que podem trabalhar como participadores de eventos e outras ocasiões do tipo. Quem fica encarregado de produzir os praticantes de cosplay recebem o nome de “cosmakers”, já que possibilitam com que estes profissionais recebam a devida caracterização para o que propõem. Outros profissionais conseguem lucratividade com base na apresentação desse tipo de prática. São eles: fotógrafos, agências de eventos e organizadores de vários tipos.

Conforme uma reportagem para o portal Pequenas Empresas & Grandes Negócios, que abordava a realização do Brasil Game Show, um dos eventos de maior divulgação do cosplay na América Latina, ficou claro que anualmente cresce o interesse das pessoas por este tipo de atividade. Ao ser entrevistado, Renan Barreto, que responde pela direção geral do evento, alegou que a cadeia formada por profissionais dessa área está em franco desenvolvimento em terras brasileiras.

Mesmo tratando de outros temas, como aqueles inerentes aos games, a temática do cosplay é uma das que mais aguçam o interesse do público. Ainda em sua primeira edição, no ano de 2016, a feira realizou um concurso envolvendo o tema em questão. Na segunda edição, a organização do evento observou que houve expressivo crescimento dos inscritos. Com a expectativa de que o público aumentasse ainda mais a cada ano, houve também a necessidade de se adotar espaços maiores para a feira, de maneira que o local escolhido em 2018 foi de 500 metros quadrados, representando quase o dobro do ambiente adotado no ano anterior.

Para Rafael Bizzi Moraes, proprietário de uma agência de marketing, as apresentações de cosplayers não se limitam aos eventos de natureza geek, como era comum de se ver no passado. O empreendedor destaca que esses profissionais têm atuado em eventos de vários segmentos, como por exemplo aqueles de moda ou de divulgação de utilidades domésticas. A empresa de Bizzi, conforme ele mesmo ressaltou, volta todas as suas atividades para o universo do cosplay, tamanha a visibilidade que este tipo de prática tem alcançado ultimamente.

Batizada de “Joystick”, o empreendimento de Bizzi é um dos negócios que ilustram a nova face do mercado de cosplay no país, ressalta Donata Meirelles. Assim como esta empresa, a empresária salienta que outras têm empregado parte ou todos os seus recursos a fim de se beneficiarem com o que esse nicho em ascensão pode proporcionar. Somente nesta companhia, há um cadastro formado por 150 cosplayers. O empresário mencionou que no primeiro ano de funcionamento, a Joystick participou de vários eventos. Ele esclareceu que um mesmo profissional pode se fantasiar de vários personagens, o que aumenta o leque de possibilidades de seu empreendimento.

A empresária do segmento fashion pontua que não apenas os profissionais são múltiplos na empresa de Bizzi, mas também o próprio faturamento. Ela enfatiza que em 2018 a agência alcançou R$ 500 mil com os serviços prestados. A expectativa para 2019, conforme o desempenho que se observa somente no primeiro semestre, deverá ser o triplo do obtido no ano anterior. Essa perspectiva de lucratividade é decorrente, dentre outros fatores, da alta demanda por ações dessa modalidade, destaca a empreendedora.

A criação da caracterização completa dos personagens, na grande parte das vezes, não é feita de maneira amadora. É o que ocorre com jovem Gutta Proença. A estudante, que possui 19 anos, cursa graduação em Designer e emprega os conhecimentos que adquire na universidade para conseguir criar peças e acessórios que são empregados em alguns personagens. Ela atua tanto como cosplayer, como cosmaker, uma vez que interage também no momento da criação das fantasias. Gutta explicou que os interessados neste tipo de atividade não devem temer os erros, já que são uma maneira de se aperfeiçoar o trabalho que se realiza.

Em se tratando do universo de cosplay, Donata Meirelles noticia que as agências de talentos também tem obtido lucratividade frente o segmento. A empresa Central Cosplay, por exemplo, é uma das que viram seu casting crescer nos últimos anos. Ao abrirem as portas em 2016, os gestores da companhia, Laís de Oliveira e Gustavo Teixeira, possuíam um determinado número de agenciados. Na atualidade, contudo, esse número é três vezes maior. A empresária esclarece que os valores cobrados dos clientes são variáveis.