Primeiro semestre fecha com quase R$30 bi em déficit de contas públicas

De acordo com os dados publicados pela Folha de S.Paulo, as contas públicas encerraram o primeiro semestre de 2019 com um déficit acumulado de R$28,9 bilhões, sendo este considerado o quarto pior saldo registrado desde 1997, quando foi iniciada a série histórica.

A recente divulgação, feita pelo Tesouro Nacional, mostrou que no mês de junho o saldo que engloba os números do próprio Tesouro, do Banco Central e da Previdência Socialficou em R$11,5 bilhões negativos.

Durante os seis meses, o Banco Central e o Tesouro Nacional alcançaram superávit de R$66,1 bilhões. Já a Previdência apontou um déficit de R$95 bilhões. Segundo as apurações dos cálculos, a previdência social foi a “principal responsável” pelo déficit de quase R$30 bilhões apontados nas contas do governo federal.

Para os representantes do Tesouro, apesar da reforma do sistema previdenciário ser importante para o alcance de mudanças no cenário do considerado “maior componente das despesas obrigatórias”, sua aprovação não anulará a necessidade de outros ajustes de controle de gastos com servidores públicos, por exemplo.

O governo tem como meta fiscal para o ano o alcance do déficit de R$139 bilhões. Nos últimos 12 meses, a contar de julho de 2018 até junho de 2019, foram acumulados menos R$117,6 bilhões, valor este abaixo do limite esperado.

A retração na economia brasileira vem causando dificuldade para o governo em relação ao cumprimento das metas estabelecidas para as contas públicas. Recentemente, o Ministério da Economiapassou a sua previsão anual de crescimento do PIB nacional, de 1,6% para 0,81%. Ante a diminuição nas arrecadações tributárias devido ao enfraquecimento econômico atual do país, na semana da divulgação destes números, as projeções de receita para 2019 caíram aproximadamente R$6 bilhões.

Para tentar amenizar a situação, o governo se viu obrigado a realizar cortes em recursos destinados a ministérios. Meses após o corte de quase R$30 bilhões, foi anunciado mais um bloqueio de R$1,4 bilhões.