Ministro afirma em evento que devem existir mudanças nas novas leis trabalhistas

O Rio Grande do Sul está passando por uma sequência de eventos voltado para a modernização do Sul do país. Nesta sequência de eventos esteve presente Ronaldo Nogueira, ministro do Trabalho, que destacou muitos pontos importantes relacionados com as novas leis do trabalho vigentes em novembro de 2017, a exploração do trabalho infantil e a aplicação de trabalho com dignidade para todos no país.

No dia 17 de novembro deste ano, Nogueira esteve presente na Festa da Erva-Mate em Ilópolis. Neste evento realizado nos dias 17,18 e 19 de novembro, o ministro destacou a importância de mudanças nas atuais leis trabalhistas, enfatizando que serão mantidos todos os direitos dos trabalhadores.

“Com o tempo, o trabalhador perceberá que nenhum direito lhe foi retirado. Férias, 13° salário, FGTS, todos esses direitos estão assegurados. Nosso país está se modernizando e se adequando a uma nova realidade e, com as novas leis trabalhistas, caminharemos com firmeza para a geração de empregos na retomada de crescimento da nossa nação”, afirmou o ministro.

O ministro participou de uma palestra na URI – Universidade Regional Integrada – em Frederico Westphalen. A responsabilidade deste evento foi da Associação Comercial, Industrial e de Prestação de Serviços, junto com a Administração Municipal, o Cresci-RS e a URI, junto com a comunidade acadêmica e lideranças políticas.

No sábado dia 18 de novembro, o ministro realizou uma palestra na cidade de Santa Rosa, um evento que ajudou a reunir lideranças regionais e locais. O objetivo destes eventos é mostrar que existe preocupação com a qualidade de vida dos trabalhadores e com a conservação dos direitos dos trabalhadores com respaldos diante da lei.

“Tenho imensa satisfação em estar aqui, parabenizando essa iniciativa de cooperação. A promoção do trabalho decente é de fundamental importância não só na cadeia do algodão, mas em todas as atividades laborais. Esse compartilhamento de experiências entre países signatários é imprescindível para que possamos trabalhar de forma articulada na erradicação do trabalho infantil e do trabalho escravo e em ações de segurança e saúde do trabalhador.”, afirmou o ministro durante a sequência de eventos.

 

Brasil registra o maior índice de desemprego entre os jovens nos últimos 27 anos

Segundo os novos dados apresentados pela OIT – Organização Internacional do Trabalho, o desemprego entre os jovens brasileiros atingiu seu maior nível nos últimos 27 anos. Chegando ao fim do ano de 2017, a organização já prevê que o ano encerrará com 30% dos jovens brasileiros sem emprego. Em uma comparação, o índice de desemprego entre os jovens no Brasil já é mais de duas vezes que a média internacional.

O índice que mede o desemprego entre os jovens em todo o mundo é de aproximadamente 13,1%. A OIT informou que o índice brasileiro só se iguala aos dados coletados nos países árabes, região onde o desemprego já desencadeou uma grande crise política e social desde o ano de 2011.

A OIT, que avalia mais de 190 economias no mundo todo, revelou que atualmente, 36 dessas economias estão em uma situação ainda pior que o Brasil, em relação ao desemprego entre os jovens. Um exemplo disso é a Síria, que registrou uma taxa de desemprego de 30,6% entre os jovens do país. No Haiti, o índice é ainda maior, chega a ser de 34%.

Segundo alguns especialistas, alguns fatores como o aumento da informalidade profissional, desaceleramento do crescimento econômico do país e incertezas em relação aos investimento, contribuíram para que o desemprego entre os jovens aumentasse no Brasil. A diretora Azita Awad de Política de Desenvolvimento e Emprego que corresponde a OIT, revelou sobre os novos dados: “Houve uma enorme desaceleração de alguns países, entre eles o Brasil”.

Em uma comparação, a taxa de desemprego entre os jovens brasileiros registrada no ano de 1991 era de apenas 14,3%. Alguns anos depois, em 1995, o índice registrado foi de 11,4%. Contudo, o ano de 2003 teve um pico de aumento no índice de desemprego entre os jovens, onde foi registrado uma taxa de 26,2%. Já nos anos de 2004 e 2014, a taxa teve uma redução atingindo um total de 16,1%. Mas com a crise econômica, a taxa subiu para 27,1%. A organização ainda estima que este ano, a taxa termine em 29,9%.

 

Índice Fipe Buscapé revela a 11ª queda consecutiva de preços no e-commerce

Os preços do comércio eletrônico (também chamado de e-commerce) do país registrou a 11ª queda consecutiva no mês de outubro deste ano. O Índice Fipe Buscapé, um índice criado pelo site de pesquisas de preços de produtos do comércio eletrônico Buscapé, revelou que no mês de outubro deste ano os preços em geral recuaram uma média de 4,31% em uma comparação com o mesmo mês de 2016. Já em relação ao mês de setembro deste ano, o mês de outubro apresentou uma queda de 0,44% no preço dos produtos de e-commerce.

Dentre os dez grupos de produtos monitorados pelo índice do Buscapé, seis deles apresentaram redução no mês de outubro em comparação ao mesmo mês do ano passado. Eles são: telefonia, com (-16,13%); fotografia, com (-7,84%); acessórios e moda, com (-5,53%); eletrônicos, com (-0,54%); informática, com (-2,46); e lazer e esporte, com (-0,34%).

Na contramão dessa redução no preço dos produtos do e-commerce, quatro grupo de produtos apresentaram alta no mês de outubro em uma comparação com o mesmo mês de 2016, segundo o índice. Esses grupos são: games e brinquedos, com (5,18%); perfumaria e cosméticos, com (1,24%); eletrodomésticos, com (1,57%) e decoração e casa, com (0,98%).

O site Buscapé informou que essa tendência deflacionária deverá se manter no mês de novembro e dezembro deste ano, e uma das razões está na Black Friday, evento responsável por reduzir o preço de diversos produtos no e-commerce.

O site também informou que a comparação utilizada para o Índice Fipe Buscapé utiliza os preços coletados dos mesmos produtos, que geralmente sofrem desvalorização com o passar do tempo por causa da tecnologia que muda constantemente em função de um novo lançamento ou pela troca de mostruário e coleção. Todos esses dados são coletados e avaliados para que a pesquisa seja exata.

Já a inflação dos preços gerais, que é medida pelo IPCA, índice do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ficou em 2,70% nos últimos 12 meses, considerando o mês de outubro como final para a comparação. Segundo o IBGE, essa é a menor taxa registrada desde o mês de fevereiro de 1999.

 

A estréia do iPhone 8 e 8 Plus foi tida como “morna”, em SP

 

Sabemos que o mais novo lançamento da Apple, o iPhone X, vem conquistando fãs em todo o planeta, e que, ao mesmo tempo, chegaram ao nosso país o iPhone 8 e o iPhone 8 Plus (sua versão maior). No entanto, foi constatado, em São Paulo, uma baixa demanda por esse smartphone, seja a versão normal ou plus. O fato é que foram poucas as pessoas que ficaram em frente à Apple Store, num shopping situado na zona sul da capital, ainda que fosse a única loja oficial da marca em questão. Ao ponto de que, quando foi aberta a loja, só estarem, em média, seis pessoas interessadas em comprar os aparelhos posicionadas na entrada e mais de dez pessoas esperando para solicitar assistência técnica.

Ao ser entrevistada, a comerciante Bianca Hernandes, de 25 anos, relatou a sua opção de trocar um iPhone 6S por um iPhone 8, tendo sido, inclusive, a primeira da fila, na ocasião citada. Ela disse ainda que foi até a loja no dia anterior, para “comprar o relógio Apple Watch”, quando então avisaram a ela que, no dia seguinte àquele, começariam a vender o iPhone 8, ali mesmo. Foi então que ela resolveu voltar, um depois, para assim comprar ambos os produtos.

Ela contou ainda que adotou a marca desde o iPhone 4, modelo lançado há sete anos atrás, embora já tenha tentado trocar para um smartphone que tinha o Android, sistema operacional da Google. No entanto, como o aparelho com android mostrou-se, na sua opinião, “muito lento”, resolveu então retornar aos aparelhos da Apple, com os quais ela vem convivendo desde então. Mas, apesar de toda essa relação com os iPhones já consolidada, Bianca declarou abertamente o seu desinteresse pela aquisição do iPhone X, quando o mesmo já estiver disponível no Brasil. E essa posição tem um motivo óbvio, com o qual muitos, provavelmente, irão se identificar: Para a realidade dela, ele será muito caro, já que o preço desse modelo mais novo ainda, até onde se sabe, estará a partir dos R$ 7 mil.

Embora não tenha sido forte a demanda pelos modelos lançados naquela ocasião, devemos observar que ao menos ficou cheia de gente a chamada “ilha de demonstração dos novos smartphones”, situada já no final da loja. Uma dessas pessoas era o médico Carlos Takenaka, de 51 anos, que estava ali para adquirir um aparelho novo, no caso o “iPhone 8 Plus, com 256 GB de memória”, detalhou o próprio. E o valor pago pelo novo smartphone, de R$ 5,4 mil, parece não ter assustado o esse médico, que justificou a aquisição por conta do espaço a mais que teria com ele, afinal, é dos tais que “tira muitas fotos”, como contou.

 

Micro e pequenas empresas apontam para mais investimentos em 2017, diz pesquisa

Existe uma expectativa de mais investimentos no final do ano como já era esperado, mas uma pesquisa apontou que essa expectativa corresponde. A pesquisa realizada pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito – em parceria com a CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, apontou que os micro e pequenos empresários estão otimistas e já passaram a investir mais com foco na grande oportunidade de negócios até o final do ano.

No período entre setembro de 2016 e setembro de 2017, a pretensão de investimento do empresário brasileiro teve uma alta na perspectiva e otimismo, saltando de 19% para 27%. Esse resultado supera a média acumulada em 2015, quando o número fechou o ano em 24%.

Segundo Honório Pinheiro, presidente da CNDL, essas são perspectivas ainda tímidas, mas que já apontam para uma retomada gradual no desenvolvimento econômico do país. “A partir do momento em que observarmos quedas reais dos juros e um ambiente econômico mais estável, haverá certamente um estímulo maior ao investimento. Infelizmente, o ritmo de melhora da confiança ainda é muito sutil, mas esse é mais um dos sinais que mostram que os setores do comércio e serviços vislumbram um fim de ano com vendas melhores e movimento mais aquecido.”

Com relação aos créditos oferecidos para as micro e pequenas empresas, os indicadores de Demanda por Crédito oferecidos e contratados, não demonstraram alta no mês de setembro deste ano. Somente 7% dos empresários relacionados com o comércio e serviços planejam realizar empréstimos para mais investimentos em 2017. De um modo geral, as perspectivas de empréstimos junto aos bancos agregam a consolidação dos dados da pesquisa, levando em conta que esses empréstimos fomentam o aquecimento a curto, médio e longo prazo após a realização desses investimentos.

“Com planejamento, o crédito pode ser uma via de crescimento para os micro e pequenos empresários que têm planos de investir. Políticas que reduzam o custo do crédito e retirem os entraves para contratação, sem aumentar o risco dos bancos do outro lado, podem abrir oportunidade de expansão dos micro e pequenos empresários brasileiros”, explicou Pinheiro.

Jack Terpins e Rodrigo Terpins – Paixão pelo esporte que passa de pai para filho

Rodrigo Terpins, assim como o pai Jack Terpins,são empresários bem sucedidos e que tem paixão pelo esporte. Enquanto o filho se aventura nas pistas de off-road, ganhando títulos em diferentes competições pelo Brasil, o pai dedicou-se ao basquetebol durante a juventude.

Jackão, como é chamado pelos amigos próximos, jogou basquete pelo icônico Hebraica na década de 60 e 70. Atualmente é investidor imobiliário, mas na juventude jogou profissionalmente.

Quando deixou a uniforme de lado, passou a atuar nos bastidores, passando por diferentes postos do time, como diretor de esporte e presidente da Hebraica, em 1991, além de funções no serviço voluntário de expressão, a exemplo da presidência do Conselho Judaico Latino-americano, a presidência da Confederação Macabi Latino-americana e vice-presidência da União Macabi Mundial.

Jack Terpins sempre se mostrou uma pessoa de boa índole, uma figura emblemática para a sociedade e um nome de respeito no Hebraica e uma referência na comunidade judaica.

Em cada um desses postos, o pai de Michel e Rodrigo Terpins demonstrou grande empenho e dedicação. E foram esses valores que ele quis passar para os filhos, defendendo que eles escolhessem uma modalidade esportiva e seguissem em frente. E foi isso que os dois fizeram. Escolheram o off-road e as competições de rally.

O 22º Rally dos Sertões

Entre as competições disputadas por Rodrigo Terpins está a 22ª edição do Rally dos Sertões. Os participantes largaram de Goiânia, etapa que teve pouco mais de 155km de extensão, apresentando trechos cronometrados, o que exigiu cautela e muita habilidade dos pilotos e navegadores.

A dupla de Rodrigo Terpins e Fabrício Bianchini do carro #326 da Bull Sertões Rally Team conseguiu completar a etapa em pouco mais de 2 horas. O resultado permitiu que os dois finalizassem o dia no 7º lugar da categoria Protótipos T1.

“Tivemos vários tipos de terrenos neste primeiro dia, muitas lombas e foi um percurso exigente. Mas sem sustos, tudo dentro da normalidade. O carro se comportou bem, fizemos ultrapassagens, mas não quis forçar muito a suspensão, preferi ter um pouco mais de cautela e ir me adaptando ao equipamento”, afirmou Terpins sobre a dificuldade do percurso.

Já a dupla do irmão, Michel Terpins, não teve condições de finalizar a especial. O carro em que estavam piloto e navegador sofreu avarias com o capotamento que tiveram no km 62. Sem condições para prosseguir, os dois tiveram que abandonar a prova.

A 22 edição da competição contou com 2.600 quilômetros, divididas em 7 etapas percorridas por 2 estados. A maior prova off-road do Brasil ficará marcada por adversidades, pelo número de corredores que não conseguiram completá-la e por aqueles que conseguiram se se classificar no TOP 5, dentre eles, a dupla do carro #326.

Rodrigo Terpins e Fabrício Bianchini chegaram ao pódio da categoria Protótipos T1 e também obtiveram a 8ª posição no ranking geral, do total de 38 competidores.

É um ótimo resultado para a Bull Sertões Rally Team. O piloto ainda afirmou que foi uma “prova prazerosa e gostosa de se pilotar”. Para ele, as Especiais foram mais duras, exigindo muito deles e do carro.

Em duas décadas, a estabilidade da economia foi superficial

Pode até parecer à primeira vista, considerando-se os últimos 20 anos, ou seja, desde 1997, que houve uma certa estabilidade no comportamento dos investimentos, afinal, a inflação manteve-se numa média de 6,33% ao ano e as ações, seguindo o Índice Bovespa, quase sempre superaram a inflação, o que acaba rendendo uma média anual de 9,6%. Além, é claro, do dólar ter ficado abaixo da inflação, perdendo claramente para os juros, denotando ainda, da parte dos investidores, uma não aderência ao uso da moeda americana como forma de proteção.
No entanto, mesmo que os anos de 1997 pra cá, tenham sido mais estáveis, quando os comparamos com anos anteriores, houve, sim, um “cenário de solavancos para os investidores“. Vale lembrar, a fim de aguçar a memória do leitor, que no período entre o ano de 1986, quando tinha-se o Plano Cruzado, e o ano de 1994, quando teve o início o Plano Real, nossa economia esteve conturbadíssima. Os mais jovens não tiveram o desprazer de vivenciar, dentro de oito anos, a adesão a cinco moedas e a sete planos econômicos, todos diferentes um dos outros, sem contar uma corriqueira série de sucessões dos ministros da Fazenda, repletos de medidas consideravelmente desesperadas para que se pudesse conter uma inflação até então indomável.
Já de início, podemos citar como exemplo de um dos sustos dados aos investidores, nessas duas últimas décadas, a crise da Ásia. Depois disso, nossa economia sofreu com a desvalorização do real, já no início do ano de 1999, e então, três anos depois, 2002, houve também o susto com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.
Posteriormente, veio aquele que foi o maior drama de todos, considerando esse período citado de 20 anos: a crise do mercado imobiliário americano, já seis anos depois, em 2008. Crise que, para quem não sabe, é simbolizada pela quebra ocorrida com o banco de investimentos Lehman Brothers, em setembro desse mesmo ano. Nessa época ainda, foi ouvido o economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) durante o tempo dessa crise do subprime, Olivier Blanchard, que afirmou ter sido ela capaz de “revelar as fragilidades do sistema financeiro internacional”. À época, ele explicou a crise como decorrência da excessiva concessão de empréstimos em excesso, e, vale destacar, empréstimos “com base em ativos imobiliários sobreavaliados”, como classificou. Tudo isso, infelizmente, terminou por derrubar os mercados ao redor do mundo, incluindo aí o nosso. E como é sabido, crises no geral acabam por trazer consigo as altas periódicas na cotação da moeda americana.
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PIBmaníacos: O crédito na monetização dos valores humanos e desenvolvimento social

Todos sabem que PIB é o acrônimo para Produto Interno Bruto, mas estes três letras vem se afirmando quase como uma imagem, um ícone com o qual é feita a identificação imediata, sem a reflexão sempre salutar, o que o leva a contornos, se não messiânicos, a ser uma espécie de panaceia econômica e lastro de qualquer medida social. Parte influenciada pela mídia, e outra pela ignorância e falta de interesse do homem comum (segundo definição do filósofo Arthur Schopenhauer), a noção de que o crescimento do PIB vai melhorar tudo, desde políticas públicas essenciais até nosso bem-estar interno, vem se fortalecendo idioticamente. Basta assistir a qualquer noticiário para vermos as três letras mágicas associadas a gráficos hipnotizantes para identificarmos aí um potencial de redenção do país, ou, sua falência.

Entram na conta do PIB os bens, serviços, investimentos privados e governamentais e não ponho em discussão a estreita relação dele com o desenvolvimento econômico, apenas considero a importância de debates e reflexões sobre o tema, afinal é uma medida aplicada à ciência econômica e tem sua relevância devida. Sendo uma índice da atividade econômica de um país, se baseia na circulação do dinheiro e neste viés pode levar à tendência da monetização, criando silogismos falaciosos do tipo: “se construirmos mais hospitais logo melhoraremos a saúde”, ou, “se aumentarmos os salários dos professores teremos uma educação de melhor qualidade”. Ora, o dinheiro é vital para viabilizar qualquer projeto mas antes é valor simbólico de crédito, no sentido de acreditar que aquela cédula, moeda de metal, cheque ou um retângulo de plástico chipado tem valor e pode ser trocado por alguma coisa necessária.

Além do PIB (ideia do economista Simon Kuznets), há outros índices de medida como o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), o Coeficiente de Gini, que quantifica a desigualdade social, e até o exótico FIB (Felicidade Interna Bruta). A ciência, de uma forma geral, se vale de quantificações como base de sua interpretação do mundo e as Ciências Econômicas utilizam a matemática, instrumentalizando os governos para tomadas de decisões políticas. Mas um mundo com novos desafios se descortina diante dos olhos de todos, e isto exige a derrubada de deuses antigos e a invenção de novos. Afinal, como ficou provado ao longo da história humana: “em Deus nós confiamos!”

Brasileiros empregados com 50 anos ou mais movimentam R$ 1,6 trilhão anualmente

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva demonstrou que 36% dos brasileiros na faixa etária de 50 anos ou mais, estão no mercado de trabalho e respondem por grande parte do PIB – Produto Interno Bruto – do país.

Segundo a pesquisa, 36% dessas pessoas com 50 anos ou mais que ainda trabalham, são autônomos, sendo que 32% dessas pessoas são trabalhadores do setor privado. Funcionários públicos representaram 15% desses trabalhadores, 9% são domésticos e 8% desses brasileiros são empregadores. Os dados da pesquisa foram divulgados no dia 10 de outubro de 2017.

Os dados também apontam para a renda gerada pela aposentadoria desses trabalhadores. Segundo os dados levantado pelo instituto, 36% dos brasileiros na faixa etária de 50 anos ou mais constituem renda devido a aposentadoria e 51% precisam trabalhar para constituir renda familiar. A pesquisa revelou que existe um medo entre os que fazem parte do mercado de trabalho, sendo que 35% deles não querem perder o emprego por depender dele.

“No momento em que se discute a mudança da aposentadoria, que os governantes se preocupem com a empregabilidade das pessoas com 50 anos ou mais. Do contrário, parece que eles são culpados pela situação ruim que vivemos atualmente”, diz o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles.

81% dos entrevistados pela pesquisa disseram que existe preconceito em relação aos trabalhadores mais velhos. 65% deles disseram ter que trabalhar mais do que 30 horas semanais e 55% dos entrevistados disseram ter que trabalhar dentro da carga estipulada pela CLT – Consolidação das Leis do Trabalho – ou até mais.

O impacto disso se reflete positivamente na economia do país, sendo que esses trabalhadores com 50 anos ou mais, movimentaram R$ 1,6 trilhão em média nos últimos anos, segundo o instituto.

“É o principal mercado consumidor do nosso país, que vai comprar móveis, notebook, tablet, fazer viagens nacionais e que não se enxerga nas propagandas”, explica Meirelles.

O instituto revela que as propagandas não são focadas para o público nesta faixa etária. 75% dos entrevistados não conseguiram se enxergar nas propagandas de marcas e empresas de um modo geral. 78% dos atores de televisão e pessoas envolvidas nas filmagens tem menos de 50 anos de idade, informa a pesquisa.

Brasil se reúne para buscar investidores nos Emirados Árabes, confirma CNI

Com a taxa Selic baixa e fortes previsões de crescimento da economia brasileira por vários índices e órgão nacionais e internacionais, o CNI – Confederação Nacional da Indústria – acredita que esse cenário é propício para investimentos vindo dos Emirados Árabes.

“A inflação e os juros brasileiros estão em trajetória de queda, criando um ambiente oportuno para novos investimentos, sobretudo na produção e na comercialização de bens e serviços. Há uma grande quantidade de recursos disponíveis na economia mundial e as commodities estão com preços elevados. Por outro lado, há indicadores de que a recessão está ficando para trás e a economia vai retomar a trajetória positiva”, explicou Robson Braga, presidente da CNI no dia 17 de outubro quando participou do 1º Encontro Brasil-Emirados Árabes Unidos em Abu Dhabi.

Após uma sequência de vários cortes consecutivos na taxa de juros básica, a Selic, as estimativas para a inflação até o final do ano estão abaixo da meta traçada pelo governo, na casa dos 3,2%. Já a Selic está estimada para 7% até o final de 2017. A parceria que está sendo buscada junto aos Emirados Árabes, tem como argumento o atual cenário de cortes de juros propício para negócios bilaterais.

Segundo o presidente da CNI, é essencial ser traçada uma agenda internacional que visa buscar mais investimentos no Brasil, fortalecendo a indústria, evitando dupla tributação e mais oportunidade de negócios gerados. “Os investidores aqui presentes, assim como os governos dos dois países, podem contar com o apoio da CNI para negociar e concluir esses acordos fundamentais para as nossas relações bilaterais”, explica o presidente da CNI.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, os investidores dos Emirados Árabes não conhecem o potencial de oportunidades de negócios existente no Brasil. “Tivemos aqui representantes muito importantes dos Emirados Árabes, são empresários que realmente anseiam por conhecer o Brasil, que ainda é desconhecido para eles. Nós realmente precisamos sair do Brasil e vir trazer uma mensagem de que o país tem potencial, oferece condições para um bom investimento e tem oportunidades tanto para projetos pequenos como para grandes projetos de investimento, como as concessões e privatizações”, explica Abijaodi.